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<title>ONG Ativa B&amp;uacute;zios - Acompanhando a Gest&amp;atilde;o dos Recursos P&amp;uacute;blicos pela PMAB</title>
<link>http://ativabuzios.org.br/portal</link>
<description>Por uma B&amp;uacute;zios mais Ativa.</description>
<language>pt_br</language>

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<title>ONDE O EXERC&amp;Iacute;CIO DO MAGIST&amp;Eacute;RIO TEM SIDO POSS&amp;Iacute;VEL</title>
<link>http://ativabuzios.org.br/portal/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=164</link>
<description>&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;O magist&eacute;rio, como toda profiss&amp;atilde;o, engloba um conjunto de saberes e pr&aacute;ticas espec&iacute;ficas que a diferencia das demais. Contudo, no Brasil, &eacute; uma profiss&amp;atilde;o que tem se ressentido de uma vis&amp;atilde;o retr&oacute;grada, n&amp;atilde;o exclusivamente, mas muito respons&aacute;vel pela proletariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do magist&eacute;rio municipal e estadual, com vistas a oferecer o m&iacute;nimo de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao povo brasileiro. Sen&amp;atilde;o, vejamos.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;</description>
</item>

<item>
<title>MPRJ recomenda substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de membro do CMMA</title>
<link>http://ativabuzios.org.br/portal/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=163</link>
<description>B&uacute;zios: recomendada substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de membro do Conselho de Meio Ambiente &lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;O Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Estado do Rio de Janeiro, por interm&eacute;dio da 1&amp;ordf; Promotoria de Justi&amp;ccedil;a de Tutela Coletiva do N&uacute;cleo Cabo Frio, expediu recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao Prefeito de B&uacute;zios, Delmires Oliveira Braga, para que substitua, no Conselho Municipal de Meio Ambiente, Ruy Ferreira Borba Filho, como medida de cumprimento do princ&iacute;pio da moralidade administrativa, paridade e autonomia do &oacute;rg&amp;atilde;o. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Indicado pela Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o P&uacute;blica Municipal, Borba Filho &eacute; Chefe de Gabinete de Planejamento, Or&amp;ccedil;amento e Gest&amp;atilde;o da Prefeitura, e tamb&eacute;m Presidente do Conselho Curador da Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Bem Te Vi, eleita como representante da sociedade civil organizada no CMMA. &lt;br&gt;&lt;br&gt;A confus&amp;atilde;o entre Gestor/Presidente do Conselho Curador de entidade da sociedade civil eleita para integrar o Conselho Municipal e membro efetivo indicado pelo Prefeito &eacute; manifesto impedimento para continuidade no cargo, na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Promotora de Justi&amp;ccedil;a Denise da Silva Vidal, autora da recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Um Inqu&eacute;rito Civil instaurado em 2009, a partir de representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o encaminhada por entidades da sociedade civil organizada, comprovou que houve comprometimento da garantia de paridade, prevista em lei. &lt;br&gt;&lt;br&gt;&amp;ldquo;A incompatibilidade indica ainda ofensa direta ao princ&iacute;pio da moralidade administrativa que em sua ess&amp;ecirc;ncia estabelece a observ&amp;acirc;ncia obrigat&oacute;ria por aquele que exerce cargo p&uacute;blico de valores espec&iacute;ficos inerentes &amp;agrave; natureza da relevante atividade, que impede a representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de interesses p&uacute;blicos e privados simultaneamente, e a defesa dos valores norteadores do sistema jur&iacute;dico, ainda que dissonantes de sua vis&amp;atilde;o pessoal&amp;rdquo;, sustenta a Promotora.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Uma das provas citadas na Recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o &eacute; que, na elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do CMMA, Borba Filho assinou listas de presen&amp;ccedil;a em reuni&amp;otilde;es, assembleias e vota&amp;ccedil;&amp;otilde;es como representante da Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Outro fato citado na Recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o &eacute; que, em todas as vota&amp;ccedil;&amp;otilde;es durante a elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Regimento Interno, o conselheiro Kau&amp;ecirc; Alessy Torres, co-gestor da Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Bem Te Vi e representante da sociedade civil no CMMA, acompanhou o voto de Borba Filho. De acordo com o Estatuto Social da Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Bem Te Vi, Torres est&aacute; subordinado a Borba Filho na gest&amp;atilde;o da entidade.&lt;br&gt;&lt;br&gt;O MP requer a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do artigo 3&amp;ordm;, par&aacute;grafo 3&amp;ordm; da Lei Municipal 741/2009, que diz que, em caso de impedimento verificado no decorrer do mandato, o respons&aacute;vel pela indica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Prefeito ou entidade civil, dever&aacute; indicar novo membro efetivo e novo suplente para o CMMA.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Se, em 10 dias, a Prefeitura n&amp;atilde;o cumprir a Recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o MP vai demandar ao INEA a suspens&amp;atilde;o de um conv&amp;ecirc;nio firmado com o Munic&iacute;pio para descentraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de licenciamento ambiental no &amp;acirc;mbito local, pol&iacute;tica p&uacute;blica que exige o adequado funcionamento do Conselho. O MPRJ estuda ainda o ajuizamento de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o civil p&uacute;blica no sentido de restaurar o equil&iacute;brio e a paridade de representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no CMMA.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Fonte:&lt;br&gt;&lt;a href=&quot;http://avozdaregiaoonline.com.br/index.php?secao=paginas/exibirnoticia&amp;nid=7660&quot;&gt;http://avozdaregiaoonline.com.br/index.php?secao=paginas/exibirnoticia&amp;amp;nid=7660&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;</description>
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<title>ATIVA B&amp;Uacute;ZIOS NA TRIBUNA POPULAR DA CMAB - I</title>
<link>http://ativabuzios.org.br/portal/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=162</link>
<description>29/06/2010&lt;br&gt;&lt;br&gt;Vivemos em uma sociedade capitalista. Tudo tem dono. Todo mundo quer ser propriet&aacute;rio de alguma coisa. A propriedade adquiriu, ao longo dos s&eacute;culos, uma import&amp;acirc;ncia exacerbada prejudicando, muitas vezes, o aspecto social e os valores humanos. As conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncias dessa concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o exclusivamente capitalista destroem a pr&oacute;pria sociedade que a criou, escravizando os seres humanos com seus pr&oacute;prios desejos. &lt;br&gt;Neste contexto, o direito &amp;agrave; propriedade era absoluto. O propriet&aacute;rio podia fazer tudo e de qualquer forma dentro de determinado territ&oacute;rio, sem a interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de nenhuma pessoa ou do pr&oacute;prio estado. &lt;br&gt;Na propriedade privada, o propriet&aacute;rio tornava-se rei. Havia, assim, desrespeito de direitos humanos fundamentais sem puni&amp;ccedil;&amp;atilde;o. At&eacute; o ponto em que a sociedade, vendo as arbitrariedades, come&amp;ccedil;ou a questionar o direito &amp;agrave; propriedade. N&amp;atilde;o se podia mais tolerar abusos de poder, viol&amp;ecirc;ncias e mortes em prol da prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o ilimitada do direito &amp;agrave; propriedade privada.&lt;br&gt;O direito transformava em relativo, ao atribuir novas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para seu uso. A Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federal do Brasil de 1988 afirma em seu art.5&amp;deg;, XXII que a todos &eacute; garantido o direito de propriedade. Por&eacute;m, logo em seguida, no inciso XXIII, relativiza-o ao declarar que a propriedade atender&aacute; a sua fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o social.&lt;br&gt;Mas o que &eacute; a fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o social da propriedade? &lt;br&gt;Anteriormente, considerava somente seu lado econ&amp;ocirc;mico, ou seja, sua produtividade econ&amp;ocirc;mica era a chave de tudo. Com a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federal de 1988, o conceito de fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o social foi modificado. O seu lado econ&amp;ocirc;mico permaneceu, por&eacute;m outros atributos, tamb&eacute;m relevantes, foram acrescentados.&lt;br&gt;Para caracterizar a fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o social da propriedade rural, temos: &lt;br&gt;Art. 186 da CF/88 &amp;ndash; A fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o social &eacute; cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente, segundo crit&eacute;rios e graus de exig&amp;ecirc;ncia estabelecidos em lei, &lt;br&gt;aos seguintes requisitos:&lt;br&gt;1. Aproveitamento racional e adequado da propriedade;&lt;br&gt;2. Utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o adequada dos recursos naturais dispon&iacute;veis e preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do meio ambiente;&lt;br&gt;3. Observ&amp;acirc;ncia das disposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es que regulam as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho;&lt;br&gt;4. Explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o que favore&amp;ccedil;a o bem-estar dos propriet&aacute;rios e dos trabalhadores.&lt;br&gt;Como se verifica, a propriedade para ser considerada com fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o social deve preencher esses quatro requisitos. N&amp;atilde;o um ou dois, mas os quatros simultaneamente. &lt;br&gt;Se faltar um deles est&aacute; descaracterizada a fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o social. &lt;br&gt;Ent&amp;atilde;o, por exemplo: uma propriedade que tenha uma grande produtividade, &eacute; altamente rent&aacute;vel, mas que esteja desobedecendo a leis trabalhistas, ao empregar m&amp;atilde;o de obra escrava est&aacute; fugindo do conceito de fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o social. &lt;br&gt;Ou uma propriedade que est&aacute; dentro do m&iacute;nimo de produtividade, respeitando a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o trabalhista, mas agride o meio ambiente, tamb&eacute;m tem descaracterizada sua fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o social. &lt;br&gt;Outro exemplo: uma propriedade economicamente produtiva, respeitadora das leis trabalhistas e ambientais, mas que proporcione bem-estar apenas ao seu propriet&aacute;rio, tamb&eacute;m foge de sua fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o social.&lt;br&gt;Para caracterizar a fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o social da propriedade urbana, a CF diz: &lt;br&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;Art. 182. A pol&iacute;tica de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder P&uacute;blico municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei t&amp;ecirc;m por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociais da cidade e garantir o bem- estar de seus habitantes.&lt;br&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;2&amp;ordm; &amp;ldquo;- A propriedade urbana cumpre sua fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o social quando atende &amp;agrave;s exig&amp;ecirc;ncias fundamentais de ordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cidade expressas no plano diretor.&amp;rdquo;&lt;u&gt; &lt;/u&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;Bem, esse conceito &eacute; fundamental para que se verifique a real fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o social dos empreendimentos que se apresentam sob o manto de trazer o progresso para nossa cidade. Vamos lembrar que precisamos ser refer&amp;ecirc;ncia em meio ambiente (PD, Art.14) para que nossa principal atividade econ&amp;ocirc;mica &amp;ndash; Turismo &amp;ndash; possa se desenvolver gerando empregos e melhorias na vida das pessoas.&lt;br&gt;Por este motivo os empreendimentos que agridem o meio ambiente prometendo empregos e a&amp;ccedil;&amp;otilde;es para amenizar as agress&amp;otilde;es (chamam de mitigar os impactos) n&amp;atilde;o cumprem a fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o social.Este foi o caso do empreendimento Breezes Resort e poder&aacute; ser o caso do Marina Porto B&uacute;zios &amp;ndash; Expans&amp;atilde;o.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;SUPERCLUBS BREEZES B&Uacute;ZIOS&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br&gt;&lt;/strong&gt;Os pr&eacute;dios foram constru&iacute;dos muito perto do mar, sobre o Campo de Dunas de Tucuns. Essa &aacute;rea para o Plano Diretor &eacute; &Aacute;rea de Especial Interesse Ambiental &amp;ndash; 5.&lt;br&gt;A Ativa B&uacute;zios questionou sobre o assunto ao MPE assim que tomou conhecimento da amea&amp;ccedil;a de danos ao meio ambiente, ainda na fase de lan&amp;ccedil;amento do empreendimento. Foram abertos dois procedimentos para estudar o problema &amp;ndash; uma A&amp;ccedil;&amp;atilde;o Popular, iniciativa de ONGs e mais 50 pessoas, e uma A&amp;ccedil;&amp;atilde;o Civil P&uacute;blica iniciativa do MPE. &lt;br&gt;Mas a justi&amp;ccedil;a brasileira prev&amp;ecirc; in&uacute;meros recursos jur&iacute;dicos para adiar as decis&amp;otilde;es e por isso apesar da obra ter sido paralisada por duas vezes, foi finalizada e deve ser inaugurada em breve.&lt;br&gt;Ocorre que a primeira provid&amp;ecirc;ncia a ser tomada para julgamento do caso, seria uma per&iacute;cia para definir se a &aacute;rea ocupada &eacute; ou n&amp;atilde;o um campo de dunas. O laudo do perito do juiz de 1&amp;ordf; inst&amp;acirc;ncia ficou inv&aacute;lido uma vez que n&amp;atilde;o houve o acompanhamento pelo assistente do perito, que seria representante das ONGs.&lt;br&gt;Portanto o laudo n&amp;atilde;o teve a imparcialidade exigida e por isso foi contestado.&lt;br&gt;O Termo de Ajuste de Conduta (TAC) formalizado pelo MPE tamb&eacute;m foi contestado em 2&amp;ordf; inst&amp;acirc;ncia, onde uma comiss&amp;atilde;o de desembargadores considerou que a Lei da A&amp;ccedil;&amp;atilde;o Popular &eacute; mais ampla do que as normas do TAC, nos termos do art.5&amp;deg;, &amp;sect;6&amp;deg;, da Lei 7.347/85 e que a simples formaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conduta n&amp;atilde;o afasta o suposto direito de terceiros vitimados pelo dano, uma vez que n&amp;atilde;o fizeram parte do acordo, n&amp;atilde;o implicando, assim, em exclus&amp;atilde;o da aprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo Poder Judici&aacute;rio da les&amp;atilde;o ou amea&amp;ccedil;a a les&amp;atilde;o a direito, como previsto no art.5&amp;deg;, inciso XXXV, da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federal.&lt;br&gt;&lt;em&gt;O direito ao bem tutelado&lt;/em&gt;&lt;em&gt; n&amp;atilde;o pertence ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico, mas a toda a coletividade. Al&eacute;m disso, a jurisprud&amp;ecirc;ncia do STJ dita que, &amp;ldquo;A regra geral &eacute; de n&amp;atilde;o serem pass&iacute;veis de transa&amp;ccedil;&amp;atilde;o os direitos difusos.&lt;br&gt;&lt;/em&gt;O colegiado de desembargadores, ent&amp;atilde;o, oficiou ao juiz para que determinasse a suspens&amp;atilde;o das licen&amp;ccedil;as, a paralisa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da obra e multas di&aacute;rias em caso de descumprimento.&lt;br&gt;Isto, no entanto, n&amp;atilde;o foi obedecido e como foi detectado um conflito de compet&amp;ecirc;ncia, o assunto foi transferido para o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, onde est&aacute; atualmente.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;MARINA PORTO B&Uacute;ZIOS&amp;nbsp;&amp;ndash; EXPANS&amp;Atilde;O&lt;br&gt;&lt;/strong&gt;A &amp;ldquo;&aacute;rea dos alagados&amp;rdquo; est&aacute; localizada em uma baixada de restinga entre o Loteamento Praia Ba&iacute;a Formosa e o Golf Club, adjacente ao Loteamento Marina Porto B&uacute;zios. No Plano Diretor, esta &aacute;rea&amp;nbsp; &eacute; denominada de Zona Especial 30 e Zona Especial 10-A.&lt;strong&gt;&lt;br&gt;&lt;/strong&gt;A &amp;ldquo;&aacute;rea dos alagados&amp;rdquo; tem uma vegeta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de restinga, que a caracteriza como &Aacute;rea de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o Permanente.&lt;br&gt;O Plano Diretor do Munic&iacute;pio de Arma&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos B&uacute;zios em seu art. 80, inciso II, al&iacute;nea 2&amp;ordm; tamb&eacute;m classifica a vegeta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de restinga como &aacute;rea de preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o permanente;&lt;br&gt;Conforme o EIA-RIMA, a &aacute;rea do empreendimento em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao meio ambiente &eacute; rico em beleza c&amp;ecirc;nica e paisag&iacute;stica, sem se referir &amp;agrave; enorme riqueza em biodiversidade que abriga.&lt;br&gt;A relevante diversidade e endemismo de plantas nesta &aacute;rea fundamentaram a indica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de B&uacute;zios como parte do Centro de Diversidade Vegetal de Cabo Frio-RJ.&lt;br&gt;Existem a&iacute; esp&eacute;cies amea&amp;ccedil;adas de extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o listadas oficialmente pelo IBAMA em 1992, na Mata Alagada Temporariamente foram identificadas presen&amp;ccedil;a de 7 (sete) esp&eacute;cies vegetais que constam nesta listagem e na Listagem da IUCN (Uni&amp;atilde;o Internacional para a Conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Natureza).&lt;br&gt;Quanto &amp;agrave; fauna terrestre da &aacute;rea do empreendimento Marina Porto B&uacute;zios &amp;ndash; Expans&amp;atilde;o mencione-se ainda que, de acordo com o MMA, todo o litoral norte fluminense &eacute; priorit&aacute;rio para conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o de banhados e &aacute;reas &uacute;midas costeiras, apresentando import&amp;acirc;ncia biol&oacute;gica muito alta.&lt;br&gt;A &aacute;rea de estudo tamb&eacute;m pode ser ponto de concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de aves migrat&oacute;rias que chegam ao litoral brasileiro no m&amp;ecirc;s de setembro, retornando ao seu pa&iacute;s&lt;br&gt;de origem em mar&amp;ccedil;o ou abril para se reproduzirem.&lt;br&gt;&Eacute; importante ressaltar que as &aacute;reas alagadas fornecem importantes recursos alimentares e abrigo para as aves migrat&oacute;rias. Neste contexto, cabe citar, tamb&eacute;m, que as &aacute;reas de brejo s&amp;atilde;o de muita import&amp;acirc;ncia para a avifauna&lt;br&gt;Aqu&aacute;tica. &lt;br&gt;Todo esse patrim&amp;ocirc;nio natural deve ser preservado, como manda a lei brasileira e reconhecida sua necessidade atrav&eacute;s da Conven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Ramsar &amp;ndash; da qual o Brasil &eacute; signat&aacute;rio desde 1996, e que tem como seus maiores objetivos evitar a perda das zonas &uacute;midas e promover a sua conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o, reconhecendo suas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es ecol&oacute;gicas fundamentais e seu valor econ&amp;ocirc;mico, cultural, cient&iacute;fico e recreativo.&lt;br&gt;A Empresa Empreendedora est&aacute; divulgando o lan&amp;ccedil;amento como um mega empreendimento Imobili&aacute;rio, que dar&aacute; continuidade ao chamado plano de urbaniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &aacute;rea da Marina, nas terras de propriedade da fam&iacute;lia Modiano (&aacute;rea dos alagados), tendo como principal atrativo a abertura de grandes canais naveg&aacute;veis e a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ilhas em grandes lagoas artificiais de &aacute;gua marinha&amp;rdquo;.&lt;br&gt;Estamos preocupados com o prov&aacute;vel dano ambiental nas &aacute;guas subterr&amp;acirc;neas, em decorr&amp;ecirc;ncia da &amp;ldquo;abertura de canais de &aacute;gua marinha na &aacute;rea continental, causando um desequil&iacute;brio da press&amp;atilde;o da &aacute;gua doce do len&amp;ccedil;ol fre&aacute;tico com a &aacute;gua do mar.&amp;rdquo;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Por todos os motivos expostos, solicitamos ao INEA o indeferimento imediato de qualquer licen&amp;ccedil;a de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o, por ser tratar de &Aacute;rea de Preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o Permanente, no intuito de evitar gastos desnecess&aacute;rios com projetos e estudos, criando desta forma uma falsa expectativa na popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o em geral;&lt;br&gt;Solicitamos a elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo INEA de planta oficial do local com as marca&amp;ccedil;&amp;otilde;es das &Aacute;reas de Preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o Permanente, para que conste esta restri&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Registro Geral de Im&oacute;veis. &lt;br&gt;Aos vereadores solicitamos a revis&amp;atilde;o dos par&amp;acirc;metros urban&iacute;sticos para a Zona Especial 30 e Zona Especial 10-A, de forma a se adequar &amp;agrave; legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o ambiental e cumprir com o princ&iacute;pio da impessoalidade das leis.&lt;strong&gt;&lt;br&gt;&lt;/strong&gt;Lembremos que cada agress&amp;atilde;o feita &amp;agrave; natureza corresponde uma rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o muitas vezes sem precedentes, como &eacute; o caso do que est&aacute; acontecendo na Praia do Forte em Cabo Frio e nas cidades do Nordeste que sofrem com o transbordamento dos rios. &lt;br&gt;A fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o social do empreendimento n&amp;atilde;o estar&aacute; sendo cumprida se n&amp;atilde;o trouxer benef&iacute;cios a toda a cidade, subtraindo um grande potencial tur&iacute;stico que &eacute; o alicerce de sua economia.&lt;/strong&gt;</description>
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<title>A maldi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do petr&amp;oacute;leo - Por Edich Decat</title>
<link>http://ativabuzios.org.br/portal/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=161</link>
<description>&lt;div class=&quot;titulo_medio&quot;&gt;&lt;em&gt;Texto n&amp;atilde;o t&amp;atilde;o recente, mas que apresenta dados importantes pra galera que gosta de discutir sobre o assunto. Vale a reflex&amp;atilde;o!! &lt;br&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;O Brasil vive hoje um grande dilema: definir o que ser&aacute; feito com as riquezas, de valores ainda inestim&aacute;veis, oriundas das reservas petrol&iacute;feras na camada do pr&eacute;-sal. As jazidas, encontradas pela Petrobras, situadas a 7.000 metros abaixo da superf&iacute;cie do mar, se concentram entre o litoral do Esp&iacute;rito Santo a Santa Catarina, ao longo de 800 quil&amp;ocirc;metros de extens&amp;atilde;o por at&eacute; 200 quil&amp;ocirc;metros de largura. O petr&oacute;leo encontrado na regi&amp;atilde;o engloba tr&amp;ecirc;s bacias sedimentares - Santos, Campos e Esp&iacute;rito Santo. O governo entende que, para atingir o objetivo, o atual modelo precisa ser inteiramente revisto. A maioria das cidades pequenas e m&eacute;dias que recebem anualmente milh&amp;otilde;es de reais por meio de &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt;, por exemplo, apresenta baix&iacute;ssimo &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano (IDH). &Eacute; o que os especialistas chamam de &amp;quot;a maldi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do petr&oacute;leo&amp;quot;.&lt;br&gt;&lt;br&gt;N&amp;atilde;o h&aacute; uma estimativa concreta do potencial do pr&eacute;-sal. Os mais pessimistas falam em algo entre 30 bilh&amp;otilde;es e 50 bilh&amp;otilde;es de barris, o que elevaria em cerca de quatro vezes as reservas do Pa&iacute;s. Mas h&aacute; quem diga que esse valor pode ser seis vezes maior. Segundo o ex-diretor da Ag&amp;ecirc;ncia Nacional do Petr&oacute;leo (ANP) Newton Monteiro, o pr&eacute;-sal pode guardar 338 bilh&amp;otilde;es de barris. Caso esse n&uacute;mero se confirme, o Brasil poder&aacute; ser o maior detentor de reservas provadas do mundo. De acordo com os c&aacute;lculos de Monteiro, se as estimativas estiverem corretas e considerando-se uma produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial de 1 milh&amp;atilde;o de barris por dia e 45 milh&amp;otilde;es de metros c&uacute;bicos de g&aacute;s di&aacute;rios, o pr&eacute;-sal poder&aacute; render mais de R$ 47 bilh&amp;otilde;es em arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt;, participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o especial e impostos, nos pr&oacute;ximos 50 anos.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Diante dessa perspectiva, o presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva considera a descoberta como &amp;quot;uma ponte direta entre riqueza natural e erradica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da pobreza&amp;quot;. Mas, para que essa transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de fato, ocorra, as autoridades do setor, a classe pol&iacute;tica e a sociedade organizada t&amp;ecirc;m pela frente o desafio de construir os alicerces dessa plataforma. No centro do debate est&aacute; a necessidade de uma atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema regulat&oacute;rio de explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de petr&oacute;leo e g&aacute;s do Pa&iacute;s. A necessidade de mudan&amp;ccedil;a se torna cada vez mais urgente, visto que as regras atuais incentivam a concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o das compensa&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras pagas pelo uso das jazidas. As distor&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos repasses s&amp;atilde;o reveladas no estudo &lt;em&gt;Sobre Maldi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e B&amp;ecirc;n&amp;ccedil;&amp;atilde;os: &eacute; poss&iacute;vel gerir recursos naturais de forma sustent&aacute;vel&lt;/em&gt;? Uma an&aacute;lise sobre os &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt; e as compensa&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras no Brasil, realizado pelos pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econ&amp;ocirc;mica Aplicada (Ipea) Bruno Cruz e M&aacute;rcio Bruno Ribeiro.&lt;br&gt;&lt;br&gt;A pesquisa revela que, apenas em 2007, o Estado do Rio de Janeiro recebeu, sem incluir os recursos do Fundo Especial, mais de 80% dos royalties arrecadados com o petr&oacute;leo. Mais de 70% do montante foram distribu&iacute;dos entre os munic&iacute;pios. O Fundo Especial &eacute; formado por uma parcela dos &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt; paga pelas concession&aacute;rias que atuam na plataforma continental. A al&iacute;quota cobrada pode variar de 7,5% a 10% das compensa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. O recurso &eacute; repassado para todos os estados, territ&oacute;rios e munic&iacute;pios, para ser aplicado em pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Em 2008, o valor distribu&iacute;do foi de R$ 855 milh&amp;otilde;es.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Levantamento feito por Desafios mostra que, no ano passado, o quadro de concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt; no Rio de Janeiro praticamente se manteve. Dos R$ 3,2 bilh&amp;otilde;es repassados aos estados produtores de hidrocarbonetos, R$ 2,2 bilh&amp;otilde;es foram destinados ao Rio. Em 2008, segundo a ANP, um total de R$ 10,9 bilh&amp;otilde;es de royalties foi rateado entre os estados, munic&iacute;pios, Comando da Marinha, Minist&eacute;rio de Ci&amp;ecirc;ncia e Tecnologia e o Fundo Especial.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Do montante destinado aos munic&iacute;pios (R$ 3,7 bilh&amp;otilde;es), apenas 908 (16,3%), divididos em 17 estados (RJ, SP, ES, MG, RN, SE, BA, PE, CE, AL, PB, RS, SC, PR, PA, AM e AP), receberam compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira pela explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o do petr&oacute;leo e derivados. Os&lt;em&gt; royalties&lt;/em&gt;, que incidem sobre a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o do campo produtor, s&amp;atilde;o recolhidos mensalmente pelas empresas concession&aacute;rias por meio de pagamentos efetuados, em moeda nacional, para a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), at&eacute; o &uacute;ltimo dia do m&amp;ecirc;s seguinte em que ocorreu a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;RISCOS GEOL&Oacute;GICOS&lt;/strong&gt; A partir de 1997, ap&oacute;s a institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Lei do Petr&oacute;leo, a al&iacute;quota dos &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt; passou de 5% para at&eacute; 10% da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, podendo ser reduzida a um m&iacute;nimo de 5%. No c&aacute;lculo desses percentuais s&amp;atilde;o considerados os riscos geol&oacute;gicos, as expectativas de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e outros fatores pertinentes. Para se chegar ao valor final dos&lt;em&gt; royalties&lt;/em&gt;, &eacute; preciso avaliar o pre&amp;ccedil;o de mercado do petr&oacute;leo, g&aacute;s natural ou condensado; as especifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es do produto e a localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do campo, que pode estar na plataforma continental ou em alto mar. Atualmente, a maior parte do petr&oacute;leo extra&iacute;do no Pa&iacute;s vem dessa segunda alternativa. Nesse caso, o repasse dos royalties das empresas que pagam al&iacute;quotas acima de 5% &eacute; feito da seguinte forma: 25% para o Minist&eacute;rio da Ci&amp;ecirc;ncia e Tecnologia; 22,5% para os estados confrontantes com campos; 22,5% para os munic&iacute;pios confrontantes com campos; 15% para o Comando da Marinha; 7,5% para o Fundo Especial; e 7,5% para os munic&iacute;pios afetados por opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es nas instala&amp;ccedil;&amp;otilde;es de embarque e desembarque de petr&oacute;leo e g&aacute;s natural.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Al&eacute;m dos &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt;, as concession&aacute;rias devem pagar ao governo b&amp;ocirc;nus de assinatura realizado no ato do contrato e pela ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou reten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &aacute;rea. Apenas no ano passado, a arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse &uacute;ltimo dispositivo foi de R$ 139 milh&amp;otilde;es. Os campos mais rent&aacute;veis e de larga produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&eacute;m pagam participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o especial de at&eacute; 40% sobre a receita l&iacute;quida trimestral. As al&iacute;quotas dependem da localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lavra (&lt;em&gt;onshore ou offshore&lt;/em&gt;), do n&uacute;mero de anos da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e do volume trimestral de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Em 2008, foram arrecadados R$ 11,7 bilh&amp;otilde;es com a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o especial. Desse total, R$ 5,8 bilh&amp;otilde;es foram transferidos para a Uni&amp;atilde;o.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Em 2008, a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de petr&oacute;leo e g&aacute;s natural da Petrobras no Pa&iacute;s (em barris de &oacute;leo equivalente) foi de 2.175.896 barris/ dia. Esse volume &eacute; 5,4% superior ao registrado em 2007. De acordo com a companhia, a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o exclusiva de petr&oacute;leo atingiu a m&eacute;dia di&aacute;ria de 1.854.655 barris, com um aumento de 3,5% sobre 2007, e a de g&aacute;s natural chegou a 51 milh&amp;otilde;es de metros c&uacute;bicos di&aacute;rios e ficou 17,8% maior do que a m&eacute;dia do ano passado.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;LUGAR ERRADO&lt;/strong&gt; Al&eacute;m da disparidade na distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos recursos, outra quest&amp;atilde;o que chama a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos pesquisadores do Ipea &eacute; o fato de o maior volume das compensa&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras ficarem com as cidades consideradas ricas. &amp;quot;Quando se analisa a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica dos munic&iacute;pios, observase que, al&eacute;m dos recursos dos &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt; estarem concentrados em poucos, grande parte deles estaria em regi&amp;otilde;es classificadas como Alta Renda e Din&amp;acirc;mica segundo a tipologia adotada pelo Minist&eacute;rio da Integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional e, portanto, considerados n&amp;atilde;o eleg&iacute;veis segundo os crit&eacute;rios da Pol&iacute;tica Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR)&amp;quot;, destaca trecho do estudo.&lt;br&gt;&lt;br&gt;No topo da lista dos que tiveram os cofres recheados pelos &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt; do petr&oacute;leo est&amp;atilde;o cinco cidades do Rio de Janeiro: Campos dos Goytacazes (R$ 559 milh&amp;otilde;es), Maca&eacute; (R$ 406 milh&amp;otilde;es), Rio das Ostras (R$ 162 milh&amp;otilde;es), Cabo Frio (R$ 144 milh&amp;otilde;es) e Quissam&amp;atilde; (R$ 101 milh&amp;otilde;es). O valor dos repasses realizados, em 2008, para as prefeituras dessas localidades &eacute; maior do que o total transferido a todos os outros munic&iacute;pios dos 16 estados beneficiados pelos &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt;.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Apesar de ser l&iacute;der em volume de repasses, Campos dos Goytacazes aparece na 445&amp;ordm; posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o no ranking nacional de desenvolvimento municipal realizado pela Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). J&aacute; o munic&iacute;pio de Quissam&amp;atilde; &eacute; apenas o 1.290&amp;ordm; da lista. O levantamento realizado pela entidade abrange, com igual pondera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as tr&amp;ecirc;s principais &aacute;reas de desenvolvimento humano: emprego e renda, educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e sa&uacute;de. Em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos munic&iacute;pios fluminenses, Campos dos Goytacazes e Quissam&amp;atilde; ocupam a 17&amp;ordm; e a 45&amp;ordm; coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o, respectivamente.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&amp;quot;A literatura emp&iacute;rica mais recente traz algumas evid&amp;ecirc;ncias que apontam que os recursos recebidos n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m gerado retornos &amp;agrave;s localidades beneficiadas na &aacute;rea social e ambiental. Tampouco, n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m promovido a justi&amp;ccedil;a intergeracional, no sentido de compensar as gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es futuras, sob a forma de poupan&amp;ccedil;a ou de investimentos, pela explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o presente de uma fonte de energia esgot&aacute;vel&amp;quot;, adverte Ribeiro.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;CUSTEIO DA M&Aacute;QUINA&lt;/strong&gt; Pesquisa realizada pelo economista S&eacute;rgio Gobetti revela que parte dos &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt; &eacute; aplicada para cobrir gastos com o custeio da m&aacute;quina p&uacute;blica. Tal iniciativa fere a Lei 7.990/89 que veda a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos recursos em pagamento de d&iacute;vida e no quadro permanente de pessoal. &amp;quot;As despesas com pessoal do Poder Legislativo, por exemplo, est&amp;atilde;o limitadas ao teto de 6% da Receita Corrente L&iacute;quida (RCL) na esfera municipal. Isso significa que o aumento das transfer&amp;ecirc;ncias provenientes de &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt; cria um est&iacute;mulo, via aumento da RCL, para que as C&amp;acirc;maras de Vereadores utilizem o espa&amp;ccedil;o fiscal que possuem para elevar suas despesas&amp;quot;, destaca Gobetti, doutor em Economia pela Universidade de Bras&iacute;lia (UnB).&lt;br&gt;&lt;br&gt;Ap&oacute;s analisar dados do Tesouro Nacional, o economista constatou que o gasto per capita com os legislativos &eacute; maior entre os munic&iacute;pios mais beneficiados pelas rendas do petr&oacute;leo. Na amostra, feita com 4.364 localidades, a despesa com vereadores representa R$ 32,34 por habitante na m&eacute;dia total. Esse valor sobe para R$ 49,09 entre os 100 maiores benefici&aacute;rios pelos &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt; do petr&oacute;leo. J&aacute; entre os benefici&aacute;rios de outros tipos de &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt;, a m&eacute;dia &eacute; de R$ 36,28. E entre os que chamados &amp;quot;sem &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt;&amp;quot;, R$ 30,90.&lt;br&gt;&lt;br&gt;De acordo com o estudo, de maneira geral, os gastos totais com pessoal s&amp;atilde;o mais elevados no grupo dos 100 principais benefici&aacute;rios dos &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt;, ultrapassando em 33% a m&eacute;dia &lt;em&gt;per capita&lt;/em&gt; dos demais munic&iacute;pios recebedores desse tipo de compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira. Gobetti revela, ainda, que o montante destinado para investimentos praticamente &eacute; o mesmo entre os grupos de munic&iacute;pios. Ou seja: os que recebem mais tendem a gastar em obras o mesmo valor daqueles com menor repasse.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&amp;quot;As evid&amp;ecirc;ncias reunidas indicam, portanto, que h&aacute; um sobrefinanciamento de alguns nichos da esfera municipal e que isso n&amp;atilde;o est&aacute; gerando nem retorno social &amp;agrave; popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o das localidades impactadas pelas atividades petrol&iacute;feras, nem a&amp;ccedil;&amp;otilde;es preventivas no sentido de preparar economicamente essas regi&amp;otilde;es para um futuro sem petr&oacute;leo. Mais do que isso, podemos dizer que, em alguns casos espec&iacute;ficos, h&aacute; fortes ind&iacute;cios de desperd&iacute;cio de recursos p&uacute;blicos, o que coloca na ordem do dia a discuss&amp;atilde;o sobre novos crit&eacute;rios de partilha das rendas do petr&oacute;leo&amp;quot;, ressalta.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;ECONOMIA&lt;/strong&gt; A diferen&amp;ccedil;a entre volume de &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt; e o crescimento da economia local tamb&eacute;m &eacute; outra realidade que chama aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Pesquisa realizada pelo economista Fernando Postalis mostra que os munic&iacute;pios contemplados com tais recursos crescem menos do que aqueles que n&amp;atilde;o recebem os repasses. Al&eacute;m disso, segundo o estudo, quanto maior o volume de &lt;em&gt;royalties &lt;/em&gt;transferidos, menor tende a ser o crescimento econ&amp;ocirc;mico do munic&iacute;pio.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&amp;quot;Os resultados confirmam a chamada 'maldi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos recursos naturais' da literatura mundial, mostrando que os munic&iacute;pios contemplados com royalties cresceram menos que os munic&iacute;pios que n&amp;atilde;o receberam tais recursos. Em geral, para cada 1% adicional de &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt; observa-se uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cerca de 0,06% na taxa de crescimento do munic&iacute;pio&amp;quot;, destaca Postalis, doutor em Economia pela Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (USP).&lt;br&gt;&lt;br&gt;Um dos exemplos cl&aacute;ssicos da maldi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos recursos naturais, lembrada por Postalis, ocorreu na Holanda na d&eacute;cada de 1960. Na ocasi&amp;atilde;o, a descoberta de jazidas de g&aacute;s natural gerou resultados p&iacute;fios no campo social e econ&amp;ocirc;mico. O boom exportador do produto levou &amp;agrave; valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da moeda local e consequentemente a um crescimento das importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. A busca por mercadorias importadas tirou a competitividade dos produtos holandeses e levou a ind&uacute;stria local &amp;agrave; recess&amp;atilde;o. Esse fen&amp;ocirc;meno &eacute; conhecido como &amp;quot;doen&amp;ccedil;a holandesa&amp;quot;. &amp;quot;Acho que de certa forma estamos passando por essa maldi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. E se nada for feito, principalmente quanto &amp;agrave; divis&amp;atilde;o dos recursos, a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode se agravar&amp;quot;, avalia Marcio Bruno.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;FANTASMAS&lt;/strong&gt; Diante do desafio de espantar a maldi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos recursos naturais, pelo menos em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao pr&eacute;-sal, a Uni&amp;atilde;o come&amp;ccedil;a a preparar o terreno. Desde o ano passado, t&eacute;cnicos do Pal&aacute;cio do Planalto estudam a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma estatal que atuar&aacute; nos moldes do sistema implantado na Noruega, terceiro maior exportador de petr&oacute;leo do mundo. Entre as medidas adotadas pelo pa&iacute;s n&oacute;rdico est&aacute; a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um fundo centralizado no governo federal. Caso esse modelo seja adotado no Brasil, as empresas privadas, a princ&iacute;pio, n&amp;atilde;o participar&amp;atilde;o da explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pr&eacute;sal, ou seja, as novas descobertas ficariam totalmente com a Uni&amp;atilde;o. A proposta, no entanto, ainda deve ser conclu&iacute;da e encaminhada ao Congresso Nacional.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Nesse meio tempo, congressistas buscam apoio para a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos pr&oacute;prios projetos que tramitam na C&amp;acirc;mara e no Senado. Atualmente, apenas no Senado, existem 30 projetos de lei sobre &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt;. Quase a metade foi criada no ano passado. Embora a maioria dos autores das propostas defenda mudan&amp;ccedil;as do atual modelo de distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o h&aacute; consenso quanto ao destino dos repasses.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), os recursos provenientes da participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o especial e dos &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt; excedentes a 5% do valor da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de petr&oacute;leo e g&aacute;s deveriam ser aplicados em a&amp;ccedil;&amp;otilde;es nas &aacute;reas de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de base e de ci&amp;ecirc;ncia e tecnologia. &amp;quot;Diferentemente dos impostos, cujas receitas n&amp;atilde;o podem ser vinculadas, nada h&aacute; a obstar a previs&amp;atilde;o ou determina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que os &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt; sejam utilizados na implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es que beneficiem a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o desenvolvimento de novas tecnologias. &Eacute; com essa preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que vislumbramos a possibilidade de atrelar esses recursos, exclusivamente, a a&amp;ccedil;&amp;otilde;es na &aacute;rea de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de base e de ci&amp;ecirc;ncia e tecnologia, conferindo uma aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais nobre para esses recursos&amp;quot;, diz. &amp;quot;Quem sabe, com isso, estaremos acenando para um futuro mais promissor para um segmento significativo da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;quot;.&lt;br&gt;&lt;br&gt;O senador tamb&eacute;m &eacute; autor de um segundo projeto que cria o &amp;quot;&lt;em&gt;royalty&lt;/em&gt; verde&amp;quot;. De acordo com a proposta, a parcela que exceder os 10% da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o deve ser destinada &amp;agrave; conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Floresta Amaz&amp;ocirc;nica. Os recursos seriam geridos pelo Minist&eacute;rio do Meio Ambiente.&lt;br&gt;&lt;br&gt;J&aacute; o senador Expedito J&uacute;nior (PR-RO) defende que o dinheiro repassado ao Fundo Especial do Petr&oacute;leo seja aplicado na &aacute;rea de sa&uacute;de. &amp;quot;No ano de 2007, o Fundo Especial arrecadou R$ 576 milh&amp;otilde;es. N&amp;atilde;o &eacute; muito, se considerarmos as car&amp;ecirc;ncias de sa&uacute;de em n&iacute;vel nacional. Mas o Fundo poder&aacute; alcan&amp;ccedil;ar um montante muito maior em futuro pr&oacute;ximo, se considerarmos o potencial dos gigantescos campos de petr&oacute;leo rec&eacute;m-descobertos em nossa plataforma continental&amp;quot;, ressalta o parlamentar&lt;br&gt;&lt;br&gt;Os pesquisadores do Ipea M&aacute;rcio Bruno Ribeiro e Bruno de Oliveira Cruz ressaltam que a maior parte destes projetos, a princ&iacute;pio, n&amp;atilde;o assegura &amp;agrave;s futuras gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es os benef&iacute;cios provenientes das riquezas do petr&oacute;leo. &amp;quot;Quando se analisa as propostas mais recentes de mudan&amp;ccedil;a na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o que tratam das compensa&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras no Brasil, percebe-se que, em sua maioria, procuram combater ou reduzir as distor&amp;ccedil;&amp;otilde;es ocasionadas pela legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o em vigor, buscando estabelecer maior destina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de recursos para as &aacute;reas de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sa&uacute;de, previd&amp;ecirc;ncia social e infraestrutura e, ao mesmo tempo, uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos recursos destinados aos entes subnacionais. Contudo, ainda s&amp;atilde;o minoria as propostas que tenham alguma preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es futuras, visando objetivos como a preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o ambiental ou a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de poupan&amp;ccedil;a&amp;quot;, asseguram os pesquisadores. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Leia o arquivo na &iacute;ntegra: &lt;a href=&quot;http://desafios2.ipea.gov.br/sites/000/17/edicoes/48/pdfs/rd48not06.pdf&quot;&gt;http://desafios2.ipea.gov.br/sites/000/17/edicoes/48/pdfs/rd48not06.pdf&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;FONTE:&lt;br&gt;&lt;a href=&quot;http://www.humanomar.com.br/&quot;&gt;www.humanomar.com.br&lt;br&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://desafios2.ipea.gov.br/003/00301009.jsp?ttCD_CHAVE=8395&quot;&gt;http://desafios2.ipea.gov.br/003/00301009.jsp?ttCD_CHAVE=8395&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;</description>
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<title>Iara Rosa - Carta ao prefeito de B&amp;uacute;zios</title>
<link>http://ativabuzios.org.br/portal/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=160</link>
<description>&lt;strong&gt;Carta de nossa Queridissima IARA ROSA, Artista Plastica e Escritora buziana ao atual Prefeito de B&uacute;zios Mirinho Braga&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Exmo. Senhor Delmires Braga,&amp;nbsp;&lt;br&gt;Prefeito de Arma&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos B&uacute;zios.&amp;nbsp;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;</description>
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<title>OS de Londrina d&amp;aacute; exemplo de acompanhamento de licita&amp;ccedil;&amp;atilde;o</title>
<link>http://ativabuzios.org.br/portal/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=159</link>
<description>Ou&amp;ccedil;a a reportagem da R&aacute;dio CBN Maring&aacute; com o vice-presidente do Observat&oacute;rio Social de Londrina sobre licita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 53 milh&amp;otilde;es, da prefeitura daquele munic&iacute;pio, suspensa por indica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Observat&oacute;rio.&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://goo.gl/Mxmi&quot;&gt;Clique aqui.&lt;/a&gt;</description>
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<title>Rio das Ostras - Mais um Observat&amp;oacute;rio Social</title>
<link>http://ativabuzios.org.br/portal/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=158</link>
<description>01/04/2010 - 17:07&lt;div&gt;Apoio&lt;a href=&quot;http://www.fiepr.org.br/&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://www.sicoobpr.com.br/&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://jogodacidadania.inesc.org.br/&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://www.dcode.com.br/&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://www.cfc.org.br/&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://www.observatoriosocialdobrasil.org.br/&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://www.proe.org.br/&quot;&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href=&quot;http://www.observatoriosocialdobrasil.org.br/Rio-das-Ostras-ganha-Observatorio-Social%7C85&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://www.observatoriosocialdobrasil.org.br/Rio-das-Ostras-ganha-Observatorio-Social%7C85&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://www.observatoriosocialdobrasil.org.br/Rio-das-Ostras-ganha-Observatorio-Social%7C85&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://www.observatoriosocialdobrasil.org.br/Rio-das-Ostras-ganha-Observatorio-Social%7C85&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Rio das Ostras ganha Observat&oacute;rio Social&lt;div class=&quot;noticia&quot;&gt;&lt;div&gt;De acordo com o analista tribut&aacute;rio da Receita Federal, Chrystian Lopes da Silva, desde a emancipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&iacute;tico-administrativa, crescimento populacional da cidade &eacute; considerado o maior do interior do Rio de Janeiro, cerca de 10% ao ano. Segundo o portal da transpar&amp;ecirc;ncia do Governo Federal foram repassados em 2009, apenas a t&iacute;tulo de recursos federais, R$ 255 milh&amp;otilde;es e a t&iacute;tulo de royalties da Petrobras o munic&iacute;pio recebeu mais de R$ 230 milh&amp;otilde;es no mesmo ano.&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;&lt;div&gt;io das Ostras ganha Observat&oacute;rio Social&amp;nbsp;&lt;br&gt;&lt;br&gt;A Rede de Controle Social Observat&oacute;rio Social do Brasil (OSB) passar&aacute; a contar com mais uma unidade, agora a ser instalada em Rio das Ostras, regi&amp;atilde;o dos lagos no Rio de Janeiro. A assembleia para constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Observat&oacute;rio Social de Rio das Ostras ser&aacute; no dia 10 de abril (data comemorativa de 18 anos de emancipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&iacute;tico-administrativa do munic&iacute;pio), &amp;agrave;s 10 horas, no condom&iacute;nio de Lojas Ma&amp;ccedil;&amp;ocirc;nicas, na rua Henrique Sarzedas, 486, Parque Zabul&amp;atilde;o. O processo de funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&aacute; sendo conduzido pela Ma&amp;ccedil;onaria e pela Receita Federal do Brasil.&amp;nbsp;&lt;br&gt;Atrav&eacute;s do Observat&oacute;rio ser&aacute; realizado o acompanhamento dos recursos p&uacute;blicos com a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em tempo real, nas licita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, bem como em diversas an&aacute;lises e sugest&amp;otilde;es, relativas &amp;agrave; gest&amp;atilde;o p&uacute;blica, levadas aos poderes executivo e legislativo locais.&amp;nbsp;&lt;br&gt;O objetivo, segundo o representante da Ma&amp;ccedil;onaria, Andr&eacute; Azarany, &eacute; evitar que os recursos saiam dos cofres p&uacute;blicos por desvios ou m&aacute; aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O acompanhamento e interven&amp;ccedil;&amp;otilde;es ser&amp;atilde;o realizados na Prefeitura e C&amp;acirc;mara Municipal. Al&eacute;m disso, o Observat&oacute;rio trabalhar&aacute; no sentido de levar &amp;agrave; comunidade a import&amp;acirc;ncia social e econ&amp;ocirc;mica dos impostos e, principalmente, busca viabilizar a correta aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos recursos.&amp;nbsp;&lt;br&gt;De acordo com o analista tribut&aacute;rio da Receita Federal, Chrystian Lopes da Silva, desde a emancipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&iacute;tico-administrativa, crescimento populacional da cidade &eacute; considerado o maior do interior do Rio de Janeiro, cerca de 10% ao ano. Segundo o portal da transpar&amp;ecirc;ncia do Governo Federal foram repassados em 2009, apenas a t&iacute;tulo de recursos federais, R$ 255 milh&amp;otilde;es e a t&iacute;tulo de royalties da Petrobras o munic&iacute;pio recebeu mais de R$ 230 milh&amp;otilde;es no mesmo ano. &amp;ldquo;Considero a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Observat&oacute;rio fundamental para conter a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o generalizada que impregna todas as esferas de governo. A proposta do OSB demonstra que &eacute; poss&iacute;vel frear essa pr&aacute;tica atrav&eacute;s do controle social. O munic&iacute;pio de Rio das Ostras vem recebendo, at&eacute; agora, repasses milion&aacute;rios a t&iacute;tulo de royalties. Sua receita &eacute; de dar inveja a muita prefeitura. Ocorre que a nossa realidade n&amp;atilde;o chega nem perto do que deveria ser, caso estes recursos fossem aplicados segundo os princ&iacute;pios da moralidade e transpar&amp;ecirc;ncia que devem reger a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&uacute;blica&amp;rdquo;, ressalta.&amp;nbsp;&lt;br&gt;&lt;br&gt;A rede&amp;nbsp;&lt;br&gt;A Rede de Controle Social Observat&oacute;rio Social do Brasil j&aacute; est&aacute; presente em mais de 50 cidades e oitos estados brasileiros, enquanto diversas cidades do estado j&aacute; est&amp;atilde;o se mobilizando para a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Observat&oacute;rio Social ainda neste semestre. Os interessados podem acessar o site www.observatoriosocialdobrasil.org.br, para agendar palestra.&amp;nbsp;&lt;br&gt;As a&amp;ccedil;&amp;otilde;es desenvolvidas pela Rede, com sede em Maring&aacute; (PR), ser&amp;atilde;o apresentadas na reuni&amp;atilde;o de c&uacute;pula da Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas (ONU), marcada para setembro, em Nova Iorque. A ideia de levar o projeto brasileiro para ser apresentado aos 193 pa&iacute;ses-membros da ONU, nos Estados Unidos, foi de Marielza Oliveira, coordenadora do Instituto de Pesquisa e Treinamento (Unitar) &amp;ndash; entidade ligada &amp;agrave; ONU.&amp;nbsp;&lt;br&gt;Marielza conheceu os projetos do Observat&oacute;rio durante a Confer&amp;ecirc;ncia Internacional das Cidades Inovadoras (Cici) 2010, realizada em mar&amp;ccedil;o, em Curitiba. A integrante da ONU considerou a rede do Observat&oacute;rio Social como a &uacute;nica iniciativa mundial que atua na transpar&amp;ecirc;ncia e no controle social de forma organizada e com resultados significativos.&amp;nbsp;&lt;br&gt;O tema da reuni&amp;atilde;o, que ocorrer&aacute; em setembro, ser&aacute; os Objetivos do Mil&amp;ecirc;nio. A diretora executiva do Observat&oacute;rio Social do Brasil, Roni Enara, comenta que a ONU considerou a Rede como o case de transpar&amp;ecirc;ncia e controle do gasto p&uacute;blico que cumpre o oitavo objetivo do mil&amp;ecirc;nio: Todos juntos trabalhando pelo Desenvolvimento. &amp;ldquo;Para n&oacute;s, este &eacute; o n&iacute;vel m&aacute;ximo de reconhecimento&amp;rdquo;, diz. &amp;ldquo;Apresentar a rede para os 193 presidentes que integram a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos d&aacute; muita credibilidade.&amp;rdquo;&amp;nbsp;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Assessoria de Imprensa - Observat&oacute;rio Social do Brasil&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description>
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<title>IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA EM B&amp;Uacute;ZIOS</title>
<link>http://ativabuzios.org.br/portal/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=157</link>
<description>&lt;div&gt;A&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O CIVIL P&Uacute;BLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Processo N&amp;ordm; 0001021-20.2010.8.19.0078&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;TJ/RJ - Primeira inst&amp;acirc;ncia - Distribu&iacute;do em 26/03/2010&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Comarca de B&uacute;zios - Cart&oacute;rio da 2&amp;ordf; Vara&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Endere&amp;ccedil;o: Dois S/N Estrada da Usina&lt;br&gt;Bairro: Centro&lt;br&gt;Cidade: Arma&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos B&uacute;zios&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Of&iacute;cio de Registro: Cart&oacute;rio Distribuidor, Contador e Partidor&lt;br&gt;A&amp;ccedil;&amp;atilde;o: Dano ao Er&aacute;rio / Improbidade Administrativa / Atos Administrativos C/C Viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos Princ&iacute;pios Administrativos / Improbidade Administrativa / Atos Administrativos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assunto: Dano ao Er&aacute;rio / Improbidade Administrativa / Atos Administrativos C/C Viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos Princ&iacute;pios Administrativos / Improbidade Administrativa / Atos Administrativos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Classe: A&amp;ccedil;&amp;atilde;o Civil de Improbidade Administrativa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Autor&amp;nbsp; MINIST&Eacute;RIO P&Uacute;BLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO&lt;br&gt;R&eacute;u&amp;nbsp; DELMIRES DE OLIVEIRA BRAGA&lt;br&gt;R&eacute;u&amp;nbsp; CARLOS JOS&Eacute; GON&amp;Ccedil;ALVES DOS SANTOS&lt;br&gt;R&eacute;u&amp;nbsp; RUY FERREIRA BORBA FILHO&lt;br&gt;R&eacute;u&amp;nbsp; UBIRATAN DE OLIVEIRA ANGELO&lt;br&gt;R&eacute;u&amp;nbsp; JOEL ANT&amp;Ocirc;NIO DE FARIAS&lt;br&gt;R&eacute;u&amp;nbsp; GESSY VAZ&lt;br&gt;R&eacute;u&amp;nbsp; NELSON PEREIRA DA CRUZ&lt;br&gt;R&eacute;u&amp;nbsp; B&Uacute;ZIOS PARK - ESTACIONAMENTO LTDA&lt;br&gt;R&eacute;u&amp;nbsp; MUNIC&Iacute;PIO DE ARMA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O DOS B&Uacute;ZIOS&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;u&gt;Acompanhe o processo no site do TJ-RJ:&lt;br&gt;&lt;/u&gt;&lt;a href=&quot;http://srv85.tjrj.jus.br/consultaProcessoWebV2/consultaMov.do?v=2&amp;numProcesso=2010.078.000922-0&amp;acessoIP=internet&quot;&gt;http://srv85.tjrj.jus.br/consultaProcessoWebV2/consultaMov.do?v=2&amp;amp;numProcesso=2010.078.000922-0&amp;amp;acessoIP=internet&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description>
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<title>PF PEDE REFOR&amp;Ccedil;O PARA COMBATER CORRUP&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O</title>
<link>http://ativabuzios.org.br/portal/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=156</link>
<description>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Pol&iacute;cia Federal pede refor&amp;ccedil;o ao governo para combater corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vasconcelo Quadros&lt;/strong&gt;, Jornal do Brasil - 27/03/2010&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;BRAS&Iacute;LIA - Na fila &amp;agrave; espera de uma defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Minist&eacute;rio do Planejamento, o Plano Estrat&eacute;gico da Pol&iacute;cia Federal &eacute; uma rara oportunidade para o presidente Lula deixar ao seu sucessor uma m&aacute;quina eficaz para combater a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o que corr&oacute;i as finan&amp;ccedil;as p&uacute;blicas. Projetando a Pol&iacute;cia Federal de 2022, o plano prev&amp;ecirc; a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o novas estruturas para apurar desvios de recursos e &eacute; considerada a maior ofensiva institucional dos &uacute;ltimos anos para melhorar as investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es contra os chamados criminosos de colarinho branco.&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;O plano mexe na atual estrutura da Coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o Geral de Pol&iacute;cia Fazend&aacute;ria que, com apenas dois delegados lotados numa &uacute;nica divis&amp;atilde;o, em Bras&iacute;lia, hoje &eacute; respons&aacute;vel pelo combate a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Pelo novo organograma, a ela seriam agregados tr&amp;ecirc;s novos &oacute;rg&amp;atilde;os: a Divis&amp;atilde;o de Repress&amp;atilde;o a Crimes Contra a Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o P&uacute;blica, a Divis&amp;atilde;o de Combate aos Desvios de Verbas P&uacute;blicas e o Servi&amp;ccedil;o de Repress&amp;atilde;o &amp;agrave;s Fraudes e Licita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ferramenta indispens&aacute;vel para penetrar no sutil mundo das concorr&amp;ecirc;ncias p&uacute;blicas onde atuam as empreiteiras e os grandes fornecedores do governo federal.&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;Esses &oacute;rg&amp;atilde;os teriam uma estrutura correspondente nas superintend&amp;ecirc;ncias e delegacias regionais espalhadas pelo pa&iacute;s. Como implica em gastos, o plano est&aacute; sendo analisado pelo ministro Paulo Bernardo, do Planejamento. Nos pr&oacute;ximos dias Bernardo dever&aacute; se reunir com o ministro da Justi&amp;ccedil;a, Luiz Paulo Barreto, para tomar uma decis&amp;atilde;o.&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;A PF n&amp;atilde;o informa os valores, mas diz que diante da necessidade de combater a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o, os custos n&amp;atilde;o ser&amp;atilde;o elevados. O delegado Luiz Fernando Corr&amp;ecirc;a, diretor do &oacute;rg&amp;atilde;o, afirma que hoje a PF custa ao governo menos que a Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional do &Iacute;ndio (Funai) e com a reestrutura&amp;ccedil;&amp;atilde;o poder&aacute; at&eacute; mesmo ultrapassar a autarquia, mas continuar&aacute; menos onerosa, por exemplo, do que a Receita Federal.&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;Um dos grandes argumentos utilizados pela pol&iacute;cia no relat&oacute;rio em que justifica o refor&amp;ccedil;o &amp;agrave; estrutura do &oacute;rg&amp;atilde;o &eacute; o montante que escorre pelos ralos da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o: R$ 140 bilh&amp;otilde;es por ano, segundo estimativa baseada num relat&oacute;rio da Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Get&uacute;lio Vargas, apontando que o Brasil perde 5% de seu PIB com a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &Eacute; o equivalente a tudo o que o governo federal gastaria, em valores de hoje, para custear por mais de uma d&eacute;cada o Bolsa Fam&iacute;lia ou, numa s&oacute; pancada, varrer a pobreza do mapa. Os recursos desviados representaram 24% do or&amp;ccedil;amento fiscal de despesas do governo em 2007.&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;O refor&amp;ccedil;o e especializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do combate s&amp;atilde;o justific&aacute;veis tamb&eacute;m, segundo a pol&iacute;cia, pela demanda que est&aacute; atualmente sob a responsabilidade da Divis&amp;atilde;o Geral de Pol&iacute;cia Fazend&aacute;ria: s&amp;atilde;o quase 30 mil inqu&eacute;ritos em andamento para investigar casos de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Desse volume, 13.798 envolvem indiciados por peculato, 3.488 por corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o passiva, 2.240 por corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o ativa, 3.649 por prevarica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, 3.292 por fraudes em licita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, 1.945 por concuss&amp;atilde;o (extors&amp;atilde;o praticada por funcion&aacute;rio p&uacute;blico), 938 por emprego irregular de verbas p&uacute;blicas e 489 por tr&aacute;fico de influ&amp;ecirc;ncia.&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Estados com maior rejei&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo TCU s&amp;atilde;o os mais pobres&lt;br&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;O levantamento da Pol&iacute;cia Federal para justificar a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos novos &oacute;rg&amp;atilde;os compara, ainda, os repasses de verbas federais a estados e munic&iacute;pios com as auditorias do Tribunal de Contas da Uni&amp;atilde;o (TCU) para concluir que Bahia, Maranh&amp;atilde;o, Par&aacute; e Distrito Federal s&amp;atilde;o, pela ordem, os locais que tiveram mais administradores com contas rejeitadas nos &uacute;ltimos quatro anos &amp;ndash; um forte ind&iacute;cio de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O relat&oacute;rio chama a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o fato de que, com exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o do DF, Bahia, Maranh&amp;atilde;o e Par&aacute; &amp;ndash; respectivamente em 4&amp;ordf;, 9&amp;ordf; e 10&amp;ordf; posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es no ranking dos beneficiados por repasses federais &amp;ndash;, &amp;ldquo;n&amp;atilde;o por acaso, se destacam pelos elevados &iacute;ndices de pobreza e baixos &iacute;ndices de desenvolvimento humano&amp;rdquo;. &Eacute; o efeito danoso dos desvios.&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;Outro argumento usado para justificar a implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do novo plano, evitando cortes em decorr&amp;ecirc;ncia do contingenciamento j&aacute; anunciado pelo governo para o ano, &eacute; o de que, ao aprimorar a estrutura de investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e desarticular as quadrilhas infiltradas na m&aacute;quina, a Pol&iacute;cia Federal acaba produzindo uma significativa economia aos cofres p&uacute;blicos.&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;O diretor da PF diz que em 2007, em quatro grandes opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es contra a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o, foram bloqueados ou tiveram o pagamento interrompido cerca de R$ 4 bilh&amp;otilde;es, volume superior a todo o or&amp;ccedil;amento da Pol&iacute;cia Federal para 2010.&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;Beneficiada pela leni&amp;ecirc;ncia do Executivo e do Legislativo, que resistem &amp;agrave; aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do financiamento p&uacute;blico das campanhas eleitorais &amp;ndash; mudan&amp;ccedil;a que retiraria o poder econ&amp;ocirc;mico privado nas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;ndash;, a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Brasil, segundo a pol&iacute;cia, alcan&amp;ccedil;a n&iacute;veis de epidemia e corr&oacute;i a m&aacute;quina p&uacute;blica. Uma das principais chagas na &aacute;rea da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o &eacute; o conluio entre servidores p&uacute;blicos e empres&aacute;rios com interesses no governo.&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;Um balan&amp;ccedil;o da Pol&iacute;cia Federal que abrange os &uacute;ltimos sete anos mostra que &eacute; alt&iacute;ssima a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servidores nos esquemas de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o: entre os 13.193 presos em 1011 opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es no per&iacute;odo, 1.880, ou 14%, s&amp;atilde;o funcion&aacute;rios p&uacute;blicos. O &iacute;ndice seria maior se a estat&iacute;stica se restringisse apenas &amp;agrave;s grandes opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es contra a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como a Caixa de Pandora, que resultou na pris&amp;atilde;o e cassa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ex-governador de Bras&iacute;lia, Jos&eacute; Roberto Arruda.&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;Ainda n&amp;atilde;o h&aacute; uma contabilidade, mas policiais e procuradores que trabalham no caso estimam que a montanha de dinheiro desviado nos &uacute;ltimos quatro anos ultrapasse a cifra de R$ 1 bilh&amp;atilde;o. Nas demais opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es desencadeadas no pa&iacute;s entre 2003 e 2009, o que escoou pelos ralos da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o supera de longe a cifra de R$ 20 bilh&amp;otilde;es. Para a pol&iacute;cia, a desarticula&amp;ccedil;&amp;atilde;o das quadrilhas estancou a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Se parece exagero dizer que a pol&iacute;cia d&aacute; lucro ao governo, ela pelo menos impede perdas significativas. Al&eacute;m do mais, ao refor&amp;ccedil;ar a estrutura de pol&iacute;cia fazend&aacute;ria, a Uni&amp;atilde;o tamb&eacute;m acaba arrecadando mais dinheiro com a apreens&amp;atilde;o de mercadorias e a repress&amp;atilde;o ao contrabando e descaminho.&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Contingenciamento amea&amp;ccedil;a reestrutura&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;br&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;O contingenciamento de R$ 21,8 bilh&amp;otilde;es no or&amp;ccedil;amento da Uni&amp;atilde;o, anunciado esta semana pelo ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, conspira contra a reestrutura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &oacute;rg&amp;atilde;os p&uacute;blicos como a Pol&iacute;cia Federal e as For&amp;ccedil;as Armadas, embora ainda n&amp;atilde;o se saiba claramente quais &aacute;reas ser&amp;atilde;o mais afetadas.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&amp;ndash; Acho que est&aacute; na hora de parar de sacrificar a estrat&eacute;gia de defesa nacional &amp;ndash; diz o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), presidente da Comiss&amp;atilde;o de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Exteriores do Senado. Na quinta-feira ele encaminhou requerimento questionando Bernardo sobre impactos do contingenciamento no reaparelhamento de Ex&eacute;rcito, Marinha e Aeron&aacute;utica.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;Na elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Plano Estrat&eacute;gico de Defesa Nacional, uma das principais preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e do ent&amp;atilde;o ministro de Assunto Estrat&eacute;gicos, Roberto Mangabeira Unger, era evitar que a pasta continuasse como alvo preferencial da &aacute;rea econ&amp;ocirc;mica quando o assunto &eacute; cortes no or&amp;ccedil;amento.&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;Azeredo diz que est&aacute; preocupado com a possibilidade de as restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es afetarem projetos estrat&eacute;gicos para o pa&iacute;s, como a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do submarino nuclear, a compra de tr&amp;ecirc;s navios-patrulha, a compra de helic&oacute;pteros Seahawk e o lan&amp;ccedil;amento de licita&amp;ccedil;&amp;atilde;o para aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tr&amp;ecirc;s escoltas de 6.500 toneladas, sobre os quais os financiamentos j&aacute; foram aprovados.&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&amp;ndash; Seria um preju&iacute;zo muito grande ao pa&iacute;s. O governo pode economizar deixando de criar novos minist&eacute;rios &amp;ndash; sugere o senador.&lt;br&gt;&lt;br&gt;*Fonte: &lt;a href=&quot;http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/03/27/e270320026.asp&quot;&gt;http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/03/27/e270320026.asp&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;</description>
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<title>OBSERVAT&amp;Oacute;RIO SOCIAL DO BRASIL NA ONU</title>
<link>http://ativabuzios.org.br/portal/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=155</link>
<description>&lt;strong&gt;Trabalho do Observat&oacute;rio Social do Brasil ser&aacute; apresentado em reuni&amp;atilde;o da ONU&lt;br&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;em&gt;A integrante da ONU considerou a rede do Observat&oacute;rio Social como a &uacute;nica iniciativa mundial que atua na transpar&amp;ecirc;ncia e no controle social de forma organizada e com resultados significativos.&lt;br&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;As a&amp;ccedil;&amp;otilde;es desenvolvidas pela Rede de Controle Social Observat&oacute;rio Social do Brasil (OSB), com sede em Maring&aacute; (PR) ser&amp;atilde;o apresentadas na reuni&amp;atilde;o de c&uacute;pula da Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas (ONU), que ocorre em setembro, em Nova York. A ideia de levar o projeto brasileiro para ser apresentado aos 193 pa&iacute;ses-membros da ONU, nos Estados Unidos, foi de Marielza Oliveira, coordenadora do Instituto de Pesquisa e Treinamento (Unitar) &amp;ndash; entidade ligada &amp;agrave; ONU. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Marielza conheceu os projetos do Observat&oacute;rio durante a Confer&amp;ecirc;ncia Internacional das Cidades Inovadoras (Cici) 2010, realizada em mar&amp;ccedil;o, em Curitiba. A integrante da ONU considerou a rede do Observat&oacute;rio Social como a &uacute;nica iniciativa mundial que atua na transpar&amp;ecirc;ncia e no controle social de forma organizada e com resultados significativos. &lt;br&gt;&lt;br&gt;O tema da reuni&amp;atilde;o que ocorre em setembro ser&aacute; os Objetivos do Mil&amp;ecirc;nio. A diretora executiva do Observat&oacute;rio Social do Brasil, Roni Enara, comenta que a ONU considerou a rede de Observat&oacute;rios como o case de transpar&amp;ecirc;ncia e controle do gasto p&uacute;blico que cumpre o oitavo objetivo do mil&amp;ecirc;nio: Todos juntos trabalhando pelo Desenvolvimento. &amp;ldquo;Para n&oacute;s, este &eacute; o n&iacute;vel m&aacute;ximo de reconhecimento&amp;rdquo;, diz. &amp;ldquo;Apresentar a rede para os 193 presidentes que integram a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos d&aacute; muita credibilidade.&amp;rdquo; &lt;br&gt;&lt;br&gt;Quem indicou o Observat&oacute;rio Social do Brasil ao Unitar foi o presidente da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado do Paran&aacute; (Fiep), Rodrigo Rocha Loures, que tamb&eacute;m &eacute; secret&aacute;rio geral do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, que coordena os Objetivos do Mil&amp;ecirc;nio no Brasil. &lt;br&gt;Al&eacute;m do convite para apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho da rede em Nova York, o Observat&oacute;rio Social do Brasil firmou parceria com o Unitar e com o Centro Internacional de Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Atores Locais (Cifal) &amp;ndash; &oacute;rg&amp;atilde;o da ONU na Am&eacute;rica Latina &amp;ndash; para capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de atores de desenvolvimento local em pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina e no Caribe. &lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;A rede &lt;br&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;A rede conta com Observat&oacute;rios Sociais instalados em 50 cidades e oitos estados brasileiros, enquanto diversas cidades do estado est&amp;atilde;o se mobilizando para a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Observat&oacute;rio ainda neste semestre. Os interessados podem acessar o site www.observatoriosocialdobrasil.org.br para agendar palestra. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Atrav&eacute;s dos Observat&oacute;rios Sociais &eacute; realizado o acompanhamento dos recursos p&uacute;blicos com a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em tempo real, nas licita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, bem como em diversas an&aacute;lises e sugest&amp;otilde;es, relativas &amp;agrave; gest&amp;atilde;o p&uacute;blica, levadas aos poderes executivo e legislativo locais. O objetivo &eacute; evitar que os recursos saiam dos cofres p&uacute;blicos por desvios ou m&aacute; aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O acompanhamento e interven&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos Observat&oacute;rios Sociais s&amp;atilde;o realizados nas Prefeituras, C&amp;acirc;maras, autarquias e &oacute;rg&amp;atilde;os afins, no &amp;acirc;mbito municipal. &lt;br&gt;&lt;br&gt;*Fonte: imprensa@textualcom.com.br &lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Site do Observat&oacute;rio Social do Brasil:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;a href=&quot;http://www.observatoriosocialdobrasil.org.br/&quot;&gt;www.observatoriosocialdobrasil.org.br&lt;/a&gt;</description>
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